
sábado, 27 de setembro de 2008
Desejo...

sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Metade
Que a música que eu ouço ao longe seja linda, ainda que tristeza.Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada, mesmo que distante.Porque metade de mim é partido mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor,Apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos.Porque metade de mim é o que ouço, mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço.E que essa tensão que me corroe por dentro seja um dia recompensada.Porque metade de mim é o que penso mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso que eu me lembro de ter dado na infância.Porque metade de mim é a lembrança do que fui, a outra metade eu não sei...
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria para me fazer aquietar o espírito.E que o teu silêncio me fale cada vez mais.Porque metade de mim é abrigo, mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta, mesmo que ela não saiba.E que ninguém a tente complicar porque é preciso simplicidade para fazê-la florescer.Porque metade de mim é platéia e a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada.Porque metade de mim é amor e a outra metade... também.
Oswaldo Montenegro
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Por favor, toca-me!

Preciso do teu toque, de formas que nunca poderás entender.
Não me laves e vistas e me alimentes apenas
Mas embala-me, beija a minha cara e acaricia o meu corpo.
O suave toque da tua mão, transmite-me segurança e amor.
Se sou a tua criança, por favor, toca-me
Mesmo se te afastou ou te resisto
Persiste, encontra maneiras de conheceres as minhas necessidades.
O teu abraço de boa noite, adocica os meus sonhos
O teu toque durante o dia, diz-me o que sentes por mim.
Se sou o teu adolescente, por favor, toca-me
Não penses que por estar a crescer
Não preciso de saber que ainda gostas de mim.
Preciso do teu abraço de amor, preciso da tua voz suave
Quando o caminho se torna difícil, a criança dentro de mim precisa de ti.
Se sou o teu amigo, por favor, toca-me
Não há como um abraço caloroso, para me dizer que gostas de mim.
Uma mão tranquilizante e amiga quando estou de primido mostra-me que sou amado.
E assegura-me que não estou sozinho.
O teu toque reconfortante pode ser o único que eu recebo.
Se sou o teu parceiro sexual, por favor, toca-me
Podes pensar que a tua paixão seja suficiente
Mas só os teus braços afastam os meus medos.Preciso do teu toque suave e reconfortante
Para me relembrar que sou amado por ser como sou.
Se sou o teu filho crescido, por favor, toca-me
Mesmo tendo a minha própria família para abraçar,
Ainda preciso do abraço da Mãe e do Pai quando dói.
Como Pai, tenho uma visão diferente
Eu aprecio-vos mais.
Se sou o teu Pai idoso, por favor, toca-me
Da mesma forma que era tocado quando era criança
Dá-me a mão, senta-te perto de mim, dá-me força
E aquece o meu corpo cansado com o teu aconchego.
Mesmo que a minha pele esteja enrugada e gasta,
Gosta de ser acariciada.
Phyllis K. Davies
terça-feira, 16 de setembro de 2008
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
sábado, 13 de setembro de 2008
Você tem medo de que?

Você tem medo de quê?
De dizer não para aquela pessoa querida mesmo sabendo que o sim significa problemas no futuro?
Você tem medo de quê?
De admitir que se enganou com uma pessoa, que errou na dose do sentimentalismo e fechou os olhos para a realidade que todos viam?
Aceitar que o fim de um relacionamento já chegou há muito tempo e você, só você insiste em manter as aparências?
Você tem medo de quê?
De falar para a família e os verdadeiros amigos o quanto os ama e, por isso, fica calado imaginando que todo mundo sabe disso?
De perder o emprego medíocre e, por isso, se submete a tirania de um local que você não se sente bem?
Você tem medo de quê?
De aceitar que seu atual estado é reflexo apenas dos seus atos, das suas atitudes, algumas vezes impensadas e feitas de pura ansiedade...
Você tem medo de quê?
De sair da capa de vítima e encarar de frente seus sonhos, suas necessidades e descobrir que pode realizá-los?
De questionar velhos conceitos e mudar tudo para viver melhor?
Você tem medo de quê?
De aceitar que Deus existe e que nos pede ação sempre, trabalho sempre, boa vontade sempre, perdão sempre, amor sempre.
Não tenha medo de ser feliz, arrisque-se, aventure-se.
Caiu? Levante-se.
Errou? Comece de novo.
Perdoe sempre.
Esqueça o que passou, construa o hoje, viva o hoje.
Ame-se sempre!
Paulo Roberto Gaefke
quarta-feira, 10 de setembro de 2008

"Havia, em algum lugar, um parque cheio de pinheiros e tílias, e uma velha casa que eu amava. Pouco importava que ela estivesse distante ou próxima, que não pudesse cercar de calor o meu corpo, nem me abrigar; reduzida apenas a um sonho, bastava que ela existisse para que a minha noite fosse cheia de sua presença.
Eu não era mais um corpo de homem perdido no areal. Eu me orientava.
Era o menino daquela casa, cheio da lembrança de seus perfumes, cheio da fragrância dos seus vestíbulos, cheio das vozes que a haviam animado."
(Antoine de Saint-Exupéry)
As mulheres que vivem em mim...

A menina que sonha
A mulher que partilha
A amiga que ouve
A que sente saudade
A amante demente
A que reconhece sua inconstância
Exitem as mulheres que ainda não conheço e que ainda surgirão em meu caminho
As que comigo convivem eu as reconheço
Como a mãe que ama incondicionalmente
A mulher que luta em sua labuta
A que dá seu ombro forte e chora as escondidas
A vaidosa em frente ao espelho
A volúvel,emotiva,indocil,sensual,envolvente e poetisa...
A que satisfaz seus desejos em busca do aconchego e nem sempre é compreendida ...
A mulher bonita e invejada pelas incapacitadas que a caluniam.
A mulher bem resolvida que não tem medo de nada, que busca seus sonhos e seus desejos.
Amo cada uma destas mulheres e por elas tenho muito respeito
E cada mulher nova que chega dentro de mim
Grito muitooo feliz:
Bem vindaaaaaaaaaaa
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Recomeçar.

Não sei dizer se a vida nos cansa ou se nós é que nos sentimos fadigados às vezes da existência. Nos repetimos sempre. Ou quase. E nos lamentamos desse dia-a-dia onde nos levantamos, trabalhamos, regressamos e descansamos para no dia seguinte recomeçarmos.
Mas é essa a vida e muitos não aceitariam mudança nenhuma se a oportunidade lhes fosse oferta. Ter que recomeçar alguma coisa abala muita gente, pois mesmo a vida corriqueira e imutável causa segurança. Conhece-se os caminhos, os atalhos, os desvios, as curvas a serem evitadas.
A consciência de ter que recomeçar é que nos faz sofrer, duvidar, temer. Medimos nossa capacidade e com bastante freqüência... nossa incapacidade! Se não medirmos nada, avançaremos como as crianças avançam nos primeiros passos, titubeantes, mas orgulhosos.
A mente humana é um poderoso instrumento. Ela condiciona, impõe, impede, impele, comanda... mas nem sempre no bom sentido. Ela sente, ressente, guarda as impressões e as marcas que a vida vai fazendo ao longo dos anos. E se pensamos em recomeçar alguma coisa, ela acende a luz vermelha em sinal de atenção. Assim é que muitos paralisam-se e não fazem nada. Acomodam-se.
Porém, a vida nos impõe recomeços a cada instante e os seguimos com
naturalidade, fazemos nossa parte. Somos condicionados e nem nos questionamos.
Me pergunto então por que não nos condicionamos a viver coisas novas, experimentar nem que seja por uma vez ousar. Se é nossa mente que nos comanda e que somos donos de nós, por que não pegarmos as rédeas, o comando?
A vida desabrocha por todos os cantos e precisamos vivê-la. Mas bem vivê-la. Deus nos criou para sermos felizes, não para passarmos os dias perdidos em lamentos sem tomar atitudes.
Avança!
Recomeçar é preciso quando o que temos já não nos satisfaz. E recomeçar é sempre possível quando colocamos de lado as dúvidas, pois perdedor na vida não é quem tentou e não conseguiu, mas sim aquele que abandonou a coragem e perdeu a fé.
Letícia Thompson
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Basta ouvir seu coração
O Sol quente das manhãs
As noites de luar
A vida é tudo o que se quis
Um canto de amor
Mas de repente não há mais música no ar
E tudo é diferente do que você sonhou.[refrão]
Se você sentir a solidão da escuridão
Pense em quem te faz feliz
A amizade tem um querer bem
Que esteja onde estiver
Tudo vai ser como é
Basta ouvir seu coração
As lembranças vão surgir
É só você buscar
Abraços e sorrisos
Que ninguém pode apagar
Vão relembrar histórias que você já se esqueceu
Ninguém está sozinho
Se não existe adeus[refrão]
Se você sentir a solidão da escuridão
Pense em quem te faz feliz
A amizade tem um querer bem
Que esteja onde estiver
Tudo vai ser como é
Basta ouvir seu coração
Há um lugar em você
Onde está a alegria de viver
Preste atenção no que essa voz diz
Em seu coração
Você não vai se perder.[refrão]
Se você sentir a solidão da escuridão
Pense em quem te faz feliz
A amizade tem um querer bem
Que esteja onde estiver
Tudo vai ser como éBasta ouvir seu coração [2x]
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Fases
Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.
Fases que vão e vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.
E roda a melancolia seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...
(Cecília Meireles)